quinta-feira, 25 de agosto de 2011

FRIAMENTE

 

 Acabo de ver e perceber que, hoje me tornei uma espécie de cubo de gelo. Por algum motivo, meus pensamentos são outros, acordei assim. Meus sentimentos estão enrolados, trancados em alguma caixa que os guardam e os aprisionam.
 Alguma verdade vêm a tona, algum sentimento querendo gritar mas não pode. Sempre há algum cubo de gelo que pode deixar isso bloqueado, a minha cabeça fica ali observando todos os acontecimentos, todas as verdades que podem me machucar. De certa forma, elas machucam mas fico ali, com aqueles sentimentos e vontades presos.
 Preciso fica sozinho, quero meu canto. Quero um lugar onde eu possa ficar mais tranquilo. Tentar organizar as ideias. Deixar meus medos de lado, deixar que tudo possa voltar ao normal.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

CIDADE CINZA



 Apenas algumas cores sem vida, sem graça. O preto, branco e cinza cobrem essa cidade. Não há sentimentos. Humanos sem alma. Está chovendo muito, há dias os pingos d'água caem do céu sem parar. Observe, grupos de pessoas andando pelas ruas. Ruas cinzas, sombrias e escuras.
 Mendigos espalhados, os olhos das pessoas que passam observam. Mas viram o rosto, como se aquilo fosse uma coisa mais banal do mundo. Nenhuma verdade os machucam, nada os comovem. São apenas os corpos que estão ali, apenas humanos sem almas.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

TRÊS FORMAS, TRÊS BICHOS


 Eu basicamente, costumo dizer que tenho três tipos de bichos dentro de mim: Um bonzinho, um mau e um doido. De acordo com o momento e a situação, esses bichos aparecem de uma forma bem clara. Você observa e percebe qual tipo está ali naquele momento.
 Já percebi que não dá pra ficar sendo bonzinho o tempo inteiro. Tem coisas que me deixam alegre, triste e revoltado. São simples formas de ser, não to querendo dizer que sou três tipos de pessoas. Não, apenas o nosso humor age de acordo com a situação e o momento.
 Posso estar puto da vida. Procuro manter a calma, fico calado. Prefiro ficar na minha, no meu canto. Também, posso estar bonzinho. E logo, esse bonzinho torna-se um maluco. Cheio de energia, falando muito. Te mostrando total atenção possível.

sábado, 6 de agosto de 2011

MORTE


 Tem horas que estou ali sozinho, me vem pensamentos que me deixam agôniado e com vários pontos em cima do medo. Não sabemos como é a morte, o que sentimos ou se sentimos algo. Tudo tem uma esquematização com um ser vivo. Ele nasce, cresce e morre como tudo é dito no meio daquelas "regras".
 O mais foda de tudo é isso, é estar sozinho e ficar pensando ali. O frio na barriga, a ânsia, a agônia e tudo isso acaba se misturando com o medo. Me aflinge, entro em frustração só em pensar que um dia chegarei nesse ponto.
  Neuras vem e vão, fico com receio sobre tudo. Na verdade, não tenho medo de morrer e sim, como morrerei. Mas deixa vim, enquanto isso fico aqui curtindo e aproveitando cada momento como se fosse o último.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

CETICISMO


 Ali está, eu. Com uma certa pressão na mente. Minha cabeça pensa, reflete, mas algumas coisas ficam aqui rodando. Desconfianças, anseios, desejos. Tudo se mistura de uma forma que me deixa zonzo, meu coração bate com mais velocidade, por mais que eu acredite, sempre tem algo que fica me deixando na beira de um total ceticismo.
 As pessoas falam, mas cada palavra dá um ar de desconfiança. Minha mente analisa, meu corpo para, mas ao mesmo tempo, fica inquieto. Os olhos observam os gestos, a forma de pensar e de falar de cada um.
 Sei que, posso estar errado em analisar tudo o que as pessoas falam. Mas é o ceticismo que vem, às vezes, me domina de uma forma que me deixa frustrado. Essa forma de analisar o que as pessoas falam, não chega ao ponto de querer julgar as pessoas pelos seus atos. Todos tem  livre-arbítrio pra fazer o que quiserem de suas vidas, é claro, mesmo que seja errado, cada qual com a sua consciência e suas vontades de fazerem  o que bem entenderem. Aí sim, nesse ponto elas podem serem julgadas por outros, se caso, houver alguma coisa de errado. Mas da minha parte, não. Seria uma ousadia da minha parte, querer questionar algo sobre as pessoas, não posso fazer isso, nem comigo e nem com ninguém.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

TEMPORADA LOUCA

 Passagens na mão e toda a trupe reunida, e lá vamos nós rumo à uma temporada maluca de férias. Sabiamos muito bem que isso serviria como uma experiência, descobririamos como são as pessoas realmente. Falo isso, pra ver como as pessoas lidam com as outras, a forma que acordam, que ajudam e que vivem.
 Malas prontas, pegar o carro e seguir pro aeroporto. Toda galera ali, concentrada, prontos pra entrar no avião e correr pra outra cidade. A ansiedade vinha, a agônia estava ali por estarmos longe de tudo que era nosso, e também, por estarmos em um avião (risos).
 Chegamos em Belém City. Encontramos meu amor, é claro, e ficamos por lá no aeroporto até amanhecer. Lá vem o Sol, brilhante, lindo e quente demais. Ó, Deus. Aqui é quente também, foi o que pensamos. Dois taxis, e lá estavamos no AP do nosso amigo, junto com ele mora agora, uma amiga também. A única coisa que fizemos foi só deixar as coisas e, cair nas ruas da cidade pra comprar algumas coisas pra nos acomodarmos. Enfim, estavamos nós de volta no AP apenas pra dormir. E eu? Ah, capotei, dormi até o anoitecer. Depois de boas horas de sono, acordei e lá vamos nós curtir um pouco as ruas da cidade.
  Era assim todo santo dia, mas tinham dias que alguns saíam e outros não. E eu sempre lá, junto àqueles que estavam no mundo Belém. Aproveitando que o meu amor estava junto, sempre pra encontrar e se divertir. Afinal, ante de mim, o meu amor voltou pra Macapá. Fiquei ali, meio tristonho, teria que aguentar alguns dias longe. Pois, acabei me acostumando a nos ver todos os dias, durante 10, isso mesmo.
  Por mais que nos divertimos, o tempo passa lentamente, como se não estivessemos fazendo nada e nem mesmo, nos divertindo e aproveitando tudo aquilo.
  Pro nosso desespero, o dinheiro foi indo muito rápido. E o que nos restava fazer, era gastar apenas com o necessário e buscar uma forma de garantir a alimentação do dia seguinte, montamos uma estratégia e resolvemos tudo, aí o negócio ficou mais tranquilo.
  Pontos turísticos, cinema, diversão e uma bela roda de amigos. Conheci pessoas legais, engraçadas e divertidas. Em momento de perrengue, conhecemos e entramos em cada coisa, cada situação, a única opção que temos é de aceitar praticamente tudo e, procurar se divertir e sobreviver. Afinal, não tinha praticamente ninguém pra nos amparar.
  Todos ansiosos pra volta, malas prontas e todos à espera da hora de partir pra pequena cidade. Todos vivos, com alguns arranhões mentais, mas todos inteiros mesmo depois de tantas confusões e histórias. Um taxi, um atraso básico e lá estavamos nós de volta.
  Vimos o quanto é divertido se arriscar um pouco, nos divertimos, brigamos, colaboramos, suportamos. Mas o que importa é que todos estão inteiros, e isso prova que conseguimos nos virar algum dia sem depender de ninguém.