quinta-feira, 22 de setembro de 2011

SEGUNDA CHANCE





  Há alguns momentos atrás, eu tinha uma cabeça totalmente diferente comparada à essa agora. Dei muitas oportunidades pra vida, vi e refleti que algumas coisas podiam ser melhoradas e que eu poderia continuar seguindo em frente. Aquele pensamento suícida permanecia ali comigo, era uma espécie de convicção que tudo poderia ser resolvido daquele jeito.
  Depois de tanto sofrer e acabar caindo em um trauma sobre as pessoas, a minha cabeça procurava aprender sempre alguma coisa nova. Era uma forma de estratégia pra continuar seguindo. Mas o pensamento suícida continuava ali, cutucando. Procurando alguma hora certa.
  Bastava algum fato que me chateasse muito, e lá estava eu caindo em prantos. Mundo sem chão. Caindo apenas. Um mundo obscuro e sem fim. Era um momento Montanha-russa, frio na barriga.
  Mesmo com aquela cabeça crescendo, aprendendo a cada situação e momento vivido. Achava que faltava alguma coisa. Tinha ali, um vazio que faltava ser preenchido. E isso aconteceu há uns três mêses, básicamente. Algo tão bom, tão generoso.
  Chegou em boa hora e estou sentindo que estou em boas mãos. Se tornou o motivo de eu levantar  e deitar todo dia. Uma razão pra estar sorrindo de verdade. Com uma completa convicção, percebo que estou feliz. Ser feliz era um fato que eu pensava que era de momento, mas percebo cada vez mais que o negócio existe e que isso pode ser eterno.

sábado, 3 de setembro de 2011

NÃO SUPORTANDO MAIS

 O mundo tá cada vez mais cruel. As coisas estão se desfazendo de uma forma fria. As pessoas não são mais como antes, nada está nos eixos. Elas usam a frieza como uma forma de proteção mas isso, machuca muito as outras que não sabem lidar com isso.
 Ignorar, tratar friamente. São pontos em que eu fico revoltado e triste. Todo esse lixo é irrelevante, não dá pra fingir que nada está acontecendo. Não posso ficar tranquilo e despreocupado. Não posso ficar aqui, quieto no meu canto e não poder fazer nada.
 Na verdade, venho tentando persuadir que nada deve ser dessa forma. Tanta crueldade, tanta frieza. Isso me machuca. Falta de conversa é que não foi. Há tempos, percebo que essas coisas vêm de pessoas que amamos. Tento, fico ali na minha teimosia. Mas acho que não estou mais preparado pra suportar essas coisas, minha mente já está ficando velha de tanto apanhar e lutar. Mas não pensem que estou desistindo por não ter mais forças pra lutar e sim, porque não tenho mais condições de sofrer.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

MÃOS-DADAS


 Chegou a noite. Hora de dormir. O casal se prepara pra deitar e cair em mais uma noite de descanso, mas algo está errado. Os dois não se olham, estão nervosos com algo. Tudo parece ter algo rondando seus pensamentos, os dois estão ali apenas concentrados em um problema.
 O problema é entre eles. O casal deita. Não se olham e se viram de costas ao deitar ali. A moça ainda tenta reverter a situação, melhorar as coisas. Ela se vira de frente, pega na mão do rapaz. Ele tira a sua mão com receio e nervosismo ao mesmo tempo. Suas mãos trêmulas, geladas. Algo parece sufocar, sua respiração está nervosa. Ela tenta novamente, seu corpo encosta no dele. Tudo parece ficar mais calmo, uma tranquilidade chega à ser cética.
  A alma da moça começa a ficar trêmula, nervosa. Algo está errado. Ao pegar na sua mão, o rapaz ficou tranquilo. Uma tranquilidade que chegou à entrar em momentos de ceticismo. Ela se vira novamente e pensa. O rapaz não se mexe, ela estranha aquela situação. E quando vê, o rapaz está morto.