quinta-feira, 28 de abril de 2016

MAIS UM LIVRO QUE SE FECHA


  Tô com umas coisas pra falar há alguns dias sobre isso e agora tive tempo, realmente, pra poder falar sobre. Eu basicamente não sei como começar isso, porque é algo muito embaraçoso e ainda me dói um pouco. Mas eu preciso falar. Escrever sobre pra eu poder me libertar de mais essa experiência, digamos assim. Eu já até falei algumas vezes sobre isso nos textos anteriores, só que agora acho que chegou o momento de concluir tudo e fechar mais esse livro. Eu já venho reparando há um tempo que tu cada vez mais me alcanças menos. Eu não consigo mais ver aquela pessoa que eu conheci no início. Que me dava muita atenção, que vivia falando comigo e que eu sentia que me queria por perto. Eu não sei ao certo o que aconteceu. Minha dúvida é se o erro foi falar que eu tava gostando de ti. Se foi ter pedido uma segunda chance e voltado ou se foi ter estragado tudo, ter dado uma pausa em nós dois por seguir o que o meu coração tava sentindo. Ou se todas essas coisas ao mesmo tempo foram se acumulando e fazendo com que tu se afastasses cada vez mais. Só sei que eu senti que tudo ficou diferente quando eu cheguei contigo e disse que tava começando a gostar de ti e que eu tava receoso quanto à isso. Eu não consigo esquecer aquelas duas semanas minhas de desespero. Em que eu corri atrás de ti direto, porque eu tava me sentindo mal. Sentindo que tudo tava desandando entre nós dois. Por mais que tu me dissesses que tava tudo tranquilo, eu sentia que tinha algo errado. Eu já tinha percebido a diferença do início. As mensagens diárias já não existiam mais. Os convites pra se ver também já estavam diminuindo e a falta de contato pra apenas se encontrar e eu ver que tava tudo tranquilo, como tu mesmo tinhas dito, era grande. Eu fiquei dias sem saber se quer uma notícia tua. Não havia sinal de preocupação da tua parte. Nem se quer uma mensagem de "Tu estás melhor?" "Tu estás bem?". NADA. E conforme ia passando o tempo, isso ia me deixando cada vez mais desesperado, porque cada vez mais eu sentia que eu tava realmente apaixonado por ti. E tava caindo a ficha que tu não querias mais contato, não querias mais saber de ficar comigo. Até que numa sexta-feira à noite eu decidi expurgar tudo o que eu tava sentindo e querias que tu soubesses que eu tava esgotado. E a única resposta que eu obtive foi "Não sei o que falar. Só sei que saímos de sintonia". Sintonia? Tu querias realmente manter a sintonia entre nós dois se afastando desse jeito? Isso não existe! Aquela frase me revoltou bastante, porque eu fiquei durante DUAS SEMANAS correndo atrás. Chorando que nem um desesperado. Berrando com a cara no travesseiro e chorando pra ninguém de casa ouvir. E tu vens com essa de "não estamos mais na sintonia"? Seria engraçado se não fosse trágico. Nesse mesmo dia a conversa foi marcada. Nos acertamos. A nossa noite foi perfeita. Tu me acordando aos beijos de manhã foi uma das coisas mais legais também. Só que eu percebi que isso não é pra mim. Tu demonstrastes mágoa por coisa que fiz no início e achei que tava tudo bem, que tinha passado. Por mais que tu digas que não tem mágoa, eu não acredito. Como tu mesmo dizes "Eu não acredito em palavras. Acredito em atitudes". E é bem por aí mesmo. Se eu continuar nisso não vai ser uma coisa saudável. Tu ficastes com outra pessoa nesse meio tempo e eu me guardando pra ti, só que uma coisa que eu não contei é que eu também fiquei, um dia depois daquela conversinha de "não estamos mais em sintonia". Isso me revoltou muito, cara. No dia seguinte que eu fui pra balada, eu tava decidido a tocar o "foda-se" mesmo, porque eu já sentia que eu tava fazendo papel de idiota. Mas isso não é total justificativa. Afinal, tu fizestes questão de jogar na minha cara coisa que eu fiz no início. Tu não sabes o quanto eu me arrependo disso. Eu sei que as coisas se estragaram desde a nossa parada. E eu meio que voltei desconfiando que não seria legal eu pedir uma segunda chance e tentar tudo de novo, porque eu sempre fui desacreditado em reatar relacionamento. Quando um relacionamento chega no fim, é porque é pra acabar mesmo. E quando isso é decidido é porque acredito que tu tens certeza mesmo que já não dá mais. Quando tu voltas com a pessoa, nada fica a mesma coisa. Tudo fica muito diferente. Há mágoa sim. Há feridas sim. E feridas viram cicatrizes, e cicatrizes são marcas profundas demais que ficam pra eternidade. Mas enfim. Não vai ser legal eu insistir em uma coisa que eu nem mesmo tô sentindo retorno. Em momento algum eu pensei em relacionamento sério, até porque esses tipos de coisas não são planejadas, elas simplesmente acontecem. É tão bom quando acontece naturalmente, sabe? Tu vais ficando com a pessoa, vai deixando de se interessar por outras, só sai com aquela, dormem juntos, fazem programinhas juntos muitas vezes, já começam a se ver toda semana e por aí vai. O problema das pessoas também é achar que só porque a outra pediu mais um encontro, acha que ela já tá toda apaixonada, amando, querendo casar e ter filhos. As pessoas não sabem curtir sossegadas. Curtir em paz sem se preocuparem com o que vai acontecer depois. Mas ah, é isso. Vamos vivendo, né? E veja só. Não me julgue por pretensioso e afobado por eu estar desistindo de tudo. Lembras que eu te falei que não iria mais correr atrás e que se tu quisesses tu mesmo marcarias se quisesses me ver. Caso contrário, eu consideraria um "adeus". Pois bem. Uma semana se passou e nenhum "oi" se quer foi mandado. E o que eu posso concluir? Eu cumpro com o que eu falo. Eu quando gosto, gosto mesmo. Me entrego. Agora quando tô decepcionado demais, chego à ser uma coisa grotesca. 

quinta-feira, 14 de abril de 2016

O ERRO É SE APAIXONAR OU DIZER QUE ESTAR APAIXONADO?


 Será que a coisa toda estraga a partir do momento em que eu me apaixono? porque é assim que eu sinto, sabe? Eu tava pensando aqui sobre isso e resolvi escrever, como sempre faço pra expurgar todos esses meus anseios. Mas enfim, vamos lá. Só agora pude perceber nesse relacionamento em qual ponto as coisas desandam. Mesmo assim ainda tenho mais uma dúvida nessa questão. Eu não sei ao certo se o problema é se apaixonar ou se o problema é eu falar pra pessoa que eu tô gostando dela. Talvez seja a segunda opção, porque acho que quando nos apaixonamos não devemos falar isso logo de cara, né? Principalmente no início, porque acho que isso assusta um pouco o seu parceiro. No início as coisas ainda estão se moldando. Criando forma. Estão se conhecendo. Vendo como agem um com o outro a cada encontro. Vai ver que o meu erro tá aí. Eu sou uma pessoa muito impulsiva e não consigo conter qualquer tipo de sentimento ou pensamento. Parece que eu tenho uma grande necessidade em falar de imediato, acredito que eu não consigo esperar pra poder falar esses tipos de coisas. É a mesma coisa quando vou escrever, como tô fazendo agora. Se me pinta ideia na hora de deitar, eu tenho que escrever, eu tenho que pôr aquilo pra fora o mais rápido possível, se não eu não consigo pregar os olhos. Não são só as ideias que me afligem. Esse negócio de deixar as coisas pra depois também me agoniam demais. Principalmente sendo algo relacionado à sentimento. Eu gosto de resolver logo, porque a minha cabeça fica uma loucura. Já é uma, por sinal, só que nesses momentos fica pior. E pior ainda é não saber qual atitude tomar. Tudo isso, porque eu sou uma pessoa muito impulsiva e posso ter medo de me arrepender amargamente depois.  

segunda-feira, 4 de abril de 2016

MAIS UMA PÁGINA


  Eu acho que em uma relação o básico de tudo primeiramente é a reciprocidade. Demonstrar no minimo que tu tens afeto ou que seja o menor grau de preocupação possível. Independente ela qual seja, qual nível esteja. Cada pessoa tem o seu tempo obviamente pra gostar de alguém, mas cara, será que é possível mesmo ir ficando com alguém e não ter o minimo de importância pra aquela pessoa? Nos momentos mais terríveis é que ficamos sabendo de tudo. Porque conviver é isso, tu acabas criando algum tipo de afeto. O pior e mais revoltante é quando tu começaste a gostar da pessoa, se abriste pra ela, falaste que estás com receio e a pessoa diz que não tem porque ter medo, que isso não é uma coisa ruim. E na primeira oportunidade de demonstrar que realmente isso não é uma coisa ruim, ela estraga tudo. Meu psicológico não aguenta mais esse tipo de sofrimento. Eu fico acabado. Fico na fossa mesmo. Desesperado. O pior de tudo isso é que a pessoa tá nem aí. E quando aparece diz que não foi intencional te deixar dessa forma, que ela têm as suas prioridades e responsabilidades. Tá legal. E eu não tenho as minhas? Se a pessoa chegasse comigo dizendo que tá receosa, confusa e angustiada pelo sentimento que tá sentindo por mim, que ela tá precisando me ver pra saber se realmente tá tudo bem, eu dou o meu jeito de vê-la ou pelo menos mantenho-a informada sobre os dias que não vai dar. Não fico inventando que no dia seguinte vamos conversar e desapareço. Quando apareço esculacho jogando na cara que tenho as minhas responsabilidades. Em momento algum eu disse que queria que tu parasses a tua vida pra me dar total atenção. Eu não sou carente disso. Mas eu já sofri demais com relacionamentos, eu apenas queria ter certeza que eu não tava numa furada, queria olhar nos teus olhos pra ver que tá tudo bem. Era apenas disso que eu precisava. Mas chega, tu já demonstrastes que não tá se importando. E foda-se o que tô sentindo, né? Só sei que lavo as minhas mãos e deixo estar. Cansei de procurar, cansei de correr atrás que nem um desesperado implorando um pouco de compaixão. Só sei que depois disso tudo eu tranco meu coração e jogo a chave fora. E vamos seguindo a vida.