terça-feira, 29 de maio de 2012

DORES E RACHADURAS



 Sempre tem algum casco resistente pra disfarçar toda a dor. Panos e cobertores escondem todas as rachaduras que estão no seu corpo. Todas aquelas cicatrizes e vazamentos. Vazamentos aqueles que vêm em momentos inesperados, e que aos poucos vão se transformando em rachaduras. No final se transformam nas cicatrizes.
 Não pense que admiro essa sua forma de camuflar as dores, não é a melhor opção. A melhor seria curar todos os ferimentos, e buscar força pra evitá-los. Porque onde há rachaduras, há pedras moldadas no formato de coração.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

FRASCO DE VIDRO



 Meu corpo e mente entrou em uma forma de vidro, onde tudo se encontra tão frágil e tudo que é dito e feito, possa criar rachaduras entre as paredes de vidro. É um momento delicado em que eu preciso me encontrar na forma humana de novo, talvez eu passe uma imagem exagerada pras pessoas. Mas algo que me torna sensível, às vezes, é muito mais forte do que meu corpo pesado de carne e osso. Carne e osso físico e mental.
 As luzes se distanciam e vão pro fim do caminho. Pois nessas horas os lados obscuros mostram o terror, a agonia e tudo que me torne um ser fraco. Lágrimas caem sob a minha pele do rosto, deslizando até o chão. A dor no peito é forte e me sinto fraco, e meus anseios se misturam no meio de tudo isso e faz meu coração vibrar de tensão.
 Nessas horas eu me sinto sozinho. Até mesmo porque eu escolho isso. Me isolo do mundo e de tudo que eu amo, fico no meu canto quieto e deixo que esses mil demônios saiam de dentro de mim. Só assim eu me sinto livre e leve de novo.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

JOGADO PROS CANTOS




 E quando você menos espera vem à exclusão, o esquecimento. Por mais que lhe digam que te amam, a hora de ser esquecido e excluído das coisas chega. E onde fica aquela importância que você tem para aquela pessoa? O que resta é tentar ignorar, mas seu sentimento é verdadeiro e forte demais. Então, ignorar não é indicado. O que resta é chorar, porque uma hora vai passar. 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

PASSOS ANTIGOS


 Talvez possam achar que eu seja apenas um garoto bobo, mas eu sou daqueles que acham que devem ficar dando uma revirada no passado das pessoas que amam. Algo sempre me induz a procurar palavras e fatos antigos. Se eu tiver com a chave na mão de um baú velho e empoeirado, vou lá e acesso tudo que eu posso ter em mãos, sob os meus olhos.
 O problema em tudo isso é o que vem depois. Na maioria das vezes descubro coisas desagradáveis, que me machucam e que me deixam desapontado. Pois querendo ou não, todos têm um passado negro. Coisas erradas. Desagradáveis. Mal feitas. Nem eu mesmo sei o motivo de querer ter acesso sobre essas coisas, já que tudo isso vem me decepcionando cada vez mais.
 Eu procuro entender algumas coisas, comparando o agora com o ontem. Não consigo encaixar tudo isso, muitas das vezes o desapontamento vem pelo fato de eu conhecer uma pessoa de agora, e o passado da mesma torná-la outra. Como eu gosto de definir isso, são os fantasmas que persistem em me perseguir. Talvez, sejam esses fantasmas que fazem com que eu procure as coisas do passado. Mas sinceramente, eu não sei o que isso quer dizer. O único problema é que águas dos meus olhos transbordam por alguma razão. 

quinta-feira, 10 de maio de 2012

CONFIAR É SE ARRISCAR



  Talvez, as pessoas possam achar que devemos confiar em diversas formas e diversos momentos nessa vida insana. Mas infelizmente, nada é assim. Não me julguem por pretensioso ao dizer que isso é infeliz, talvez, isso possa ter um significado bom pra nós mesmos. Cada ser com sua consciência tranquila, leve e mais fácil de lidar.
 Eu sou do tipo de pessoa que confia apenas uma vez na vida, uma vez em cada ser humano. Se você falha agora, deixará de falhar comigo pra sempre. Pois a minha confiança é que nem um copo de vidro: Se quebrar, nem que cole todos os pedaços, jamais terá a mesma forma.
 Você confia em alguém, se apega. Acha que pode seguir em frente, segura firme na mão e quando você menos espera, sua mão é largada e você cai do mais alto prédio que você escalou. Toda aquela trajetória, todos aqueles caminhos andados. Você percebe que naquele momento seguiu passos errados. Ou o problema não são os passos seguidos, e sim quem você convidou pra seguir junto de você.