quarta-feira, 6 de agosto de 2014

LEMBRANÇAS


  Ontem voltei ao lugar onde tudo começou. Sentei no banco da pracinha da caixa d'água e fiquei de frente com todas as lembranças que ali caíram sobre mim. Me peguei relembrando todos os mais minimalistas fatos. Desde o primeiro olhar até os últimos beijos. Aquele dia foi o bastante pra haver total envolvimento, sem mesmo ser proposital. Mas me permiti gostar de verdade de alguém mais uma vez. Receoso. Só achando que ali eu me encontrava, ali estava mais um grande amor na minha vida. Eu me senti envolvido e animado com tudo aquilo. Me via como uma criança feliz que havia acabado de ganhar um brinquedo novo, um brinquedo que me proporcionasse total alegria e via o sentido real de amar novamente. Eu senti que realmente eu tava gostando quando meu coração acelerava quando estava perto, quando eu tava sentindo aquela imensa saudade que até agora não foi assassinada. E pelo visto, não vai ser mais. Até agora me pego pensando pra saber o que realmente aconteceu pra você simplesmente jogar tudo pro alto, de uma hora pra outra, do nada, sem mais e nem menos. E desistir de tudo e vim com argumentos não convincentes. Me envolvi e me prejudiquei, e você devia estar ciente de que isso poderia acontecer. Agora sinto a dor que eu já conhecia, mas que eu não me recordava mais do quão grande essa dor é. Talvez eu não esteja sofrendo tanto pelo fato de eu recorrer a distração, de procurar se envolver totalmente com outras coisas pra não cair no pranto que eu sei que pode me afogar. Sou experiente nisso, sou vivido. E não é a primeira vez que sofro uma grande decepção. Agora o que me resta é esquecer, mais uma vez. 

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