quarta-feira, 30 de março de 2011

A HISTÓRIA DE UM SER

   Lá está ela, manhosa, quieta e parada em um canto. Não sabendo que iria conhecer uma nova face, um novo ser. Ela está apenas ali, sem vontade de fazer nada. Apenas quieta, parecendo que espera algo.
   Em uma roda de amigos conversa, diz, rir e sorrir. Como se aquilo fosse mais uma forma simples de ser. Como sempre, linda, amável e parada sem vontade de fazer nada. Apenas esperando dar a hora de ir embora para o seu aposento, o seu mais belo canto. Do nada, aparece um ser entre os seus olhos, seu olho brilha, mas deixa aquilo quieto, com si mesma. Mas até então, ela tem a oportunidade de expandir aquilo, de expor mais, de colocar em ação e trazer algo que possa funcionar.
  Um colega vem, diz uma mensagem e ela manda outra. Outra, que chega aos ouvidos do ser novo. Aquele que agora em diante, fará parte de sua vida por bastante tempo.
   Lá está lá, vergonhosa, quieta, com poucas palavras. Palavras tremulas, algumas sem sentido, dizendo coisa com coisa. Mas ali está, a pequena, minúscula diante de toda aquela situação, sendo guerreira, conquistando-o facilmente com a sua beleza externa e interna. Depois de conquistá-lo, continua junto, fazendo parte daquilo, envolvendo-se mais e mais do jeito que possa estar ao seu alcance.
  Começando à se expor no mundo, mostrando quem é de verdade. Aprendendo que não se pode ligar para os que os outros pensam, que a opinião dos outros é a que menos vale (em certas situações). Suas atitudes são feitas da melhor maneira possível, ela não liga mais pra nada. Além de si mesma, está ali apenas pra estar bem.
   Com o passar do tempo, ela começa à amá-lo. Uma forma como nunca amou ninguém. Vai envolvendo-se cada vez mais. Doce e simples a sua mente, não? Pois é. Seu mundo está certo demais para algumas coisas, tudo certinho em um momento bom? Não sei. Seria alguma necessidade de viver com outro ser pra ficar tudo certo e bem? Acho que as pessoas precisam estarem bem com si mesmas, e nada mais além disso. Não precisamos de ninguém para estarmos bem, sim, bem. Pois não acredito que exista felicidade, apenas estar bem é o existente.
   O tempo passa e as coisas ficam desgastadas, sem sentido algum. As flores dos seus jardins morrem, ficam com as suas pétalas no chão, sem cores e sem vida. Um triste fim para um amor que era demais, cheio de tantas coisas boas, mas também ruins. E no final, tudo se acabou, chegou à sua finalização completa e cada qual, com o seu rumo, suas vidas.
  Hoje em dia ela encontra-se bem, uma pessoa melhor, mais desenvolvida em vários aspectos, mais cabeça em muitas coisas e sabe agir da melhor forma possível em todas as questões. Mas ainda resta, resta aquilo tudo, há alguma semente ali que sobra de vários carnavais, e ainda Ama? Sim, eu amo.

3 comentários:

  1. Muito bom guri! Apenas fiquei confuso na segunda parte.
    Tomei a liberdade de compartilhar no Facebook.
    @=)

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  2. Verdadeiro, sensível, doce... é um relato de todos nós, creio eu. Acontece, sempre, sempre... Muito bom

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